O Conselheiro da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Eduardo Sanovics (foto) foi recebido, nesta quarta-feira (28), pela diretoria do Guarujá Convention and Visitors Bureau (GCVB) para proferir uma palestra sobre o papel político e econômico dos conventions bureaux no Brasil.
De acordo com o GCVB, a iniciativa visa difundir conceitos e disseminar informações que contribuem com a quebra da sazonalidade e promovam a qualidade dos serviços de hospedagem, gastronomia, compras, lazer e entretenimento do destino.
“Guarujá já está consagrado como destino de sol e praia. Nas melhores temporadas chegamos a registrar ocupação plena, mesmo possuindo o maior parque hoteleiro do litoral paulista (9 mil leitos)”, lembra Ricardo Roman Jr., presidente do GCVB e anfitrião de Sanovicz
Sua palestra teve como tema “o atual cenário brasileiro, sob a ótica dos CVBs e o futuro do segmento de eventos”
“As oportunidades estão definidas segundo o cronograma de exploração da camada do pré-sal na regiã. É preciso compreender, portanto, o relevante papel desempenhado pelo GCVB como vetor de articulação da sociedade civil para alcançar o desenvolvimento sustentável do turismo”. Na prática, argumentou que “novos equipamentos e, destacadamente, a criação de espaços como um centro municipal de eventos, podem servir de alavanca para a atividade, sem gerar nenhum confronto com o turismo de lazer, desde que sejam apropriados com base em estudos técnicos de viabilidade”, defendeu o especilista.
Em sala reservada, Sanovicz conduziu palestra, constatando que há um conjunto de novos destinos no cenário turístico nacional, por força da segmentação da demanda, que é uma tendência de mercado que promove a interiorização da atividade. “Hoje existem 131 cidades no Brasil articuladas com CVBs que disputam a demanda do turismo de eventos. O mérito de Guarujá é perceber que estamos diante de reais oportunidades. Mesmo sem ser sede para Copa do Mundo nem para as Olimpíadas, Guarujá pode ter uma estratégia de marketing e vendas capaz de atrair turistas estrangeiros, como cidade satélite”, afirmou o palestrante. Para ele, é preciso saber construir um relacionamento eficaz com a sociedade (empresas de vários pólos, entidades de classe, os diferentes setores econômicos, incluindo organizações públicas e privadas), para criar, além de uma eficiente e eficaz estrutura de prestação de serviços, índices de desempenho indiscutíveis. “Para tanto, é necesário criar um plano estratégico e de viabilidade econômica”, reiterou.