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“Até 2013, mais de 70% das companhias pretentem adotar as novas tecnologias. Com o crescimento acelerado, essa é a única solução”, diz Coslovsy.
Com relação ao sistema de telefonia móvel nos vôos, Coslovsy explica que já existe um sistema chamado On Air, onde o passageiro pode utilizar os recursos de telefonia e SMS, o que impede a implantação na prática, é a certificação de segurança e da aeronave. “A cabine do piloto precisa ser blindada pra que o sinal de telefonia não interfira na freqüência dos sistemas de comando super sensíveis e essa manutenção tem um custo muito alto”, conclui.
Trabalho na África
A SITA oferece sistema de segurança com controle de informações de fronteira e biometria, o que dificulta o acesso de pessoas suspeitas, numa era onde qualquer um pode ser tachado como terrorista. Segundo o vice-presidente da América Latina e Caribe, Norbert Steiger, o Iborders APP (sistema de segurança adotado na África do Sul) impediu que 43 indivíduos suspeitos entrassem no país sede da última Copa.
Entre as mudanças necessárias, está a implementação de uma estrutura denominada CUTE. Através dela, é possível compartilhar as áreas de check-in, atendimento, esteira e área de desembarque entre as companhias aéreas. Isso possibilita que uma companhia utilize o espaço de check-in, por exemplo, de outra companhia que esteja sem vôos programados, além de facilitar a entrada de outras companhias no aeroporto e maior diversidade de vôos.
Líder em solução de gerenciamento de bagagens, a SITA já implantou o World Tracer em alguns aeroportos do país. O sistema consiste no cadastramento da bagagem perdida através de detalhes específicos, como cor, tamanho e modelo. O funcionário que encontrar uma bagagem extraviada por qualquer motivo, também fará um cadastro no sistema, com as mesmas características. O cruzamento dessas informações facilita o rastreamento da bagagem. Além disso, o passageiro pode consultar a localização via internet e receber sms quando a mala é encontrada. Não há uma pesquisa específica sobre o extravio de bagagens no Brasil, mas no âmbito mundial cerca de 25 milhões de bagagens foram extraviadas (7,8 milhões a menos que em 2008).
Expansão
Europa, Ásia e Estados Unidos são mais evoluídos em tecnologias aéreas, mas as empresas mais novas saem na frente para implantação de sistemas atuais porque não há um legado anterior. Segundo Coslovsky, é muito mais difícil migrar um sistema do que mantê-lo como está.
No entanto, a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) é quem dita os padrões para que haja comunicação entre os vôos e as companhias. A SITA trabalha ajudando a definir e implementar essas regras.
Para Norbert Steiger, qualquer expansão física demandaria muito tempo para solucionar problemas que precisamos
A SITA trabalha para implantar as regras de comunicação entre os voos | resolver imediatamente. As principais operações devem ser a operacionalização de novas companhias, o aumento da eficiência profissional, redução de congestionamento nos terminais (através de check-in mais rápido) e outros serviços.
“A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 são grandes oportunidades para mostrar o que podemos e o que não podemos fazer. Quatro anos é tempo suficiente para implantar e nos adaptar a essas mudanças”, diz.
Para a SITA, otimizar e aumentar a capacidade atual dos nossos é possível, pois dispomos de um grande número de soluções tecnológicas, como expansão de uso comum, para melhorar as condições dos aeroportos e manter esse ritmo de crescimento acelerado.
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