A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) criticou neste domingo o ministro da Economia de Portugal José Vieira da Silva (foto) por ser “quase um porta-voz da Marsans” e anunciou a abertura de um processo disciplinar à agência espanhola.
Num comunicado enviado aos jornais, a APAVT critica o “envolvimento público” do ministro da Economia no processo.
“A APAVT vê com apreensão o envolvimento público do próprio Sr. Ministro da Economia em todo este processo, que, e perdoe-se a expressão, tem vindo a ser quase como um porta-voz da Marsans, ao informar que nos dias x e y os clientes poderão viajar, mas que não se sabe se nos dias w ou z o poderão fazer”, diz a nota.
Na sexta-feira, o ministro disse aos jornalistas ter “garantias” de que a Marsans vai “continuar a trabalhar no sentido de que as viagens que estão negociadas sejam concretizadas”.
Já José Vieira da Silva respondeu que a sua única preocupação é assegurar que “nenhum cliente da Marsans seja prejudicado”. " A unica preocupação é com os clientes", diz ministro.
Questionado sobre como poderão ser atendidos os 260 pedidos de indenização já apresentados pelos clientes que não conseguiram realizar as viagens contratadas quando a caução (depósito) paga pela Marsans é de apenas 25 mil euros, o ministro afirmou que a caução é apenas “uma parte dos instrumentos que existem para dar resposta aos interesses dos clientes”.
A APAVT se prepara também para a abertura de um processo disciplinar contra a Marsans, "que poderá resultar na própria expulsão da agência da associação".