Companhias de aviação e transporte e outros grandes consumidores de energia preveem novas quedas no preço do petróleo. Muitas delas relutam em fechar contratos às cotações atuais, temendo que os preços venham a despencar caso a economia mundial se debilite ainda mais.
Os consumidores estão em compasso de espera apesar de uma queda de 30% nos preços, de US$ 125 o barril em março para US$ 90 agora.
O preço do petróleo cru padrão Brent chegou à sua marca mais baixa em 18 meses na semana passada, US$ 88,49. Ontem, fechou a US$ 91,01.
Os compradores temem que a atual queda de preços --devida em larga medida ao crescimento mais lento da China, que serve como principal propulsor da demanda petroleira, e à crise na zona do euro-- seja apenas o começo de um longo declínio.
Neste ano, a Arábia Saudita elevou sua produção ao patamar mais alto em três décadas, o que ajudou a baixar ainda mais os preços.
"Se a economia mundial continuar a se deteriorar, não me surpreenderei se virmos novas pressões de baixa sobre os preços", disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE (Agência Internacional de Energia).
A atitude de espera dos consumidores não é bom para o preço do petróleo porque desestimula as compras antecipadas, fundamentais para movimentar o mercado.
Também reproduz o comportamento dos grandes consumidores no fim de 2008, no início da crise mundial, quando os preços caíram de seu recorde histórico de US$ 150 para somente US$ 45.
A espera, no entanto, pode prejudicá-los, se os preços do petróleo subirem diante das sanções dos EUA e da União Europeia contra o Irã, ou se a Arábia Saudita decidir reduzir sua produção.