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O artesanato que nasce do barro, da palha e da madeira, não necessariamente nessa sequência, molda um sentimento de mundo visto por uma janela.
O moldar, o trançar e o esculpir reveste-se de uma linguagem universal que, antes de ser traduzida em cestos, bolsas, vasilhas ou estatuetas é uma centelha de criação e suor que compõem um destino.
Ele sai da terra, em sua simplicidade, transforma-se em fibra, em grãos, em fios, toma forma e ... viaja.
O talo da juçara vira jogo americano para a mesa, o coco de buriti em potes de mantimento, a fibra do algodão em renda trabalhada, toda essa matéria-prima transformada e produzida com a força, a fé e o suor do artesão, vai ganhar o mundo por uma janela, transformando em presente a lembrança.
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